sábado, 30 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Bizarrices da culinária chinesa
Um restaurante em Guangdong, na China, serve diversas modalidades de ratos para comer: sopa de rato kebabs (um tipo de espetinho) de rato, rato no vapor com arroz, rato frito crocante, ratos de montanha na fervura, rato da montanha em molho curry, rato da montanha em molho picante, cozido de ratos de montanha com feijão preto, rato de montanha no vapor.
Rato é um dos favoritos na China.
Na China, as pessoas comem geleia feita de sangue patos e porcos. Esta geleia tem textura semelhante ao conhecido Tofu.
Um restaurante em Changsha oferece comida cozida no leite materno.
"Vinho de bebê rato" é feito de vinho de arroz e curtido em uma imersão cheia de ratos-bebê.
Patas de urso são torradas em argila. Quando a pele sai com a argila seca elas estão prontas para o consumo.
"Camarões bêbados", servidos na China, são camarões que ficam nadando numa tigela com um licor forte (白酒, baijiu ). A idéia é pegá-los com os pauzinhos e morder as cabeças enquanto ainda estão vivos.
Vinho de cobras venenosas (蛇酒, pinyin) é uma bebida alcoólica também muito apreciada e é "condimentada" com o suco da vesícula biliar de uma cobra viva.
Pés de pato (ou de galinha) crocantes são uma iguaria na China.
Sopa de ninho de andorinha também.
Minhocas inteiras cozidas no vapor até se tornarem uma geleia, são um deleite saboroso.
Sopa de barbatana de tubarão antes de serem consumidas são lavadas em água oxigenada depois salgadas e secas ao sol. É como uma tigela de cola, e é apreciada em casamentos e feriados especiais.
Grilos fritos é outro alimento favorito.
Baratas d'água são assadas e comidas com deleite - as asas e pernas são deixadas de lado.
As larvas de mosca são secas ao sol antes de serem comidas. São muito apreciadas na China (e também no México, América Central e do Sul, na África e Austrália).
Escorpiões fritos são vendidos em Cingapura. Dizem que o gosto lembra um pouco castanha de caju.
Na província de Hubei, na China, as enguias são servidas inteiras. A maneira correta de comer é dando uma mordida logo atrás da cabeça e puxando a parte interna com os pauzinhos (hashi).
Em Hong Kong, você pode comprar pacotinhos de caranguejos fritos crocantes, iguais aos de batatas fritas.
Em algumas zonas rurais da China você pode tomar sopa de coruja.
Os chineses fazem uma sopa da bexiga natatória dos peixes.
Cigarras é outra iguaria em Pequim. Dizem que a melhor maneira de comer cigarras é recolhê-las no meio da noite à medida que saem de suas tocas e antes de suas carapaças endurecerem. O gosto se assemelha à aspargos ou mariscos misturado com batata.
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| Sopa de ninho de andorinha |
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| Camarão bêbado |
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| Pinyin |
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| Geleia de sangue de pato |
quarta-feira, 20 de julho de 2011
A Magia do Castelo de Blarney na Irlanda
Uma pergunta rápida: o que Sir Winston Churchill e Sir Michael Jackson têm em comum? Resposta: tanto um quanto já o outro beijaram a Pedra de Blarney no Castelo de Blarney, no Condado de Cork, na Irlanda.
Churchill fez isso em 1911, enquanto Jackson, mais recentemente, em 2007. Em ambos os casos, eles tiveram de se pendurar para fora da torre medieval, enquanto outra pessoa segurava suas pernas!
A Pedra de Blarney faz parte das lendas encantadoras da Irlanda. Diz-se ter sido o "Travesseiro de Jacó" mencionado na Bíblia e de ter sido levada para a Irlanda por Jeremias, o Profeta.
De acordo com outro conto, McCarthy, proprietário do castelo, a pedra mágica foi dada por uma bruxa a quem o tinha salvo de um afogamento.
Sinto muito, Sua Majestade...
Os McCarthys ainda eram proprietários do castelo no século XVI, quando os ingleses conquistaram a Irlanda. Rainha Elizabeth I enviou o conde de Leicester para negociar a tomada do castelo, mas McCarthy continuou a postergar, convidando o Conde para banquetes.
A rainha, furiosa, acabou por dispensar as informações do Conde deveras suas procrastinações, concluindo então que era "tudo papo furado":
Dizem que se você beijar a Pedra de Blarney lhe será dado o poder da eloqüência. Certamente funcionou para Churchill, cujos empolgantes discursos no rádio inspiraram o povo da Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial, mas no caso de Jackson, talvez, isso ainda está para ser decidido.
O turismo por lá aumentou muito desde o final do século 19, onde, por threepence (uma moeda de bronze pequena espessura utilizada na Grã-Bretanha até 1971 que valia três moedas de um centavo), você poderia sair no bonde de Muskerry até Cork e dar uma voltinha pelo castelo.
E, mais tarde, começou um novo periodo de popularidade neste local, e como atração turística, de fato, apenas no final dos anos 60. Nesta época este local tinha a visita de 35 mil pessoas e, agora, no ano passado, foram mais de 500 mil visitas, o que é extraordinário para uma fortaleza do século XV!
Fama
Na verdade, a Pedra de Blarney é um fenômeno internacional.
Se você procurar por "Blarney" no Dicionário Oxford, lá estará escrito: "a arte de influenciar ou persuadir (alguém) usando charme e bajulação agradável."
Então aos poucos isso acabou se incorporando à lingua inglesa. As pessoas dizem por lá: "É tudo blarney". Uma maneira bastante agradável de dizer que a pessoa realmente não quis dizer que disse. E isso te manda de volta na história.
Talvez para onde quer que você vá, certamente há 10 anos, o único lugar que se tinha ciência disso na Irlanda era em Blarney.
Hoje isso é um ícone do turismo irlandês e também está no livro: mil lugares que você deve ver antes de morrer .
(Verdade!) Fatos sobre Blarney
• Castelo de Blarney é o terceiro castelo construído naquele local. O primeiro foi construído no século X e era feito de madeira.
• Os visitantes do castelo também pode visitar Casa Blarney e o lago Blarney, jardins e bosques, calabouços, masmorras, muretas de vigia e o "The Rock Close" (engloba um conjunto megalítico em que as pedras permanecem posicionadas uma acima da outra).
• Aldeia Blarney é de oito quilômetros a noroeste da cidade de Cork, no sul da Irlanda. O castelo está aberto todos os dias, exceto véspera de Natal e dia de Natal.
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
Quanto tempo ainda teremos?
Lembra da angústia cósmica do jovem Woody Allen no filme Annie Hall?
O universo está se expandindo. "Algum dia ele vai desmantelar", "e será o fim de tudo."
Muito antes de o universo finalmente desaparecer, seu pesadelo se tornará realidade, embora não como ele imaginava. Agora cerca de metade de sua vida útil está estimada em 10 bilhões de anos, e o nosso Sol está lentamente aumentando sua incandescência.
Em cerca de 1 bilhão de anos, sua produção de energia terá aumentado pelo menos 10%, transformando a Terra em uma estufa venusiana onde as plantas murcharão, os níveis de dióxido de carbono despencarão e os oceanos ferverão. É bem duvidoso que Woody - ou qualquer um que seja - passe a tarde fazendo um churrasco nessa situação.
Uma possível rota de fuga: um êxodo para Marte, que é mais distante do Sol e, portanto, mais frio. Mas seria muito mais trabalhoso transformar Marte habitável, ainda mais com aquela superfície que mais parece o deserto de Gobi. (Entre as propostas que foram sugeridas: Aquecer o planeta com gases de efeito estufa artificial, a implantação de grandes espelhos em órbita para pegar sol e borrifar água para absorver o calor nas calotas polares repletas de dióxido de carbono de Marte)
Finalmente os visitantes de Marte não precisariam mais de trajes espaciais. Mas "terraformar" (como os cientistas dizem) um planeta vizinho não é a única saída estratégia. Donald Korycansky, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz e seus colaboradores sugerem que a Terra poderia ter seus danos diminiuídos com uma gravidade assistida, um truque muito usado para aumentar a velocidade de sondas planetárias.
Terra seria a nave espacial, pegando a energia orbital de um asteróide. Que aumentaria a velocidade da Terra e ampliaria sua órbita.
Repetida a cada poucos milhares de anos, avalia Korycan-sky & Co. sobrevôos de baixa altitude poderiam esticar vida habitável da Terra por bilhões de anos.
Mesmo assim, ainda teríamos de abandonar a nossa vizinhança solar antes de começar a agonia final. Com o combustível nuclear esgotado, a esfera de fogo entrará em colapso sobre si mesmo como um suflê gigante, só para ver a sua fornalha realimentada em vários últimos suspiros.
Estes incharão as camadas externas do Sol e então irão engolir todos os planetas do sistema solar, inclusive a Terra, transformando-o no que o astrofísico Neil de Grasse Tyson chama de "carbonizados em brasa."
Fase do gigante sol vermelho será breve, no entanto. Borbulhando seu calor e seus gases, ele se tornará um cadáver frio, não muito maior que a Terra, uma anã branca perdida no espaço.
Vamos supor que os seres humanos, ou alguma forma de vida mais elevada, -ainda estejam por aí para testemunhar estes cataclismo -uma suposição duvidosa, já que estamos na Terra há apenas uma fração tempo perante os dinossauros " (2,5 milhões contra 160 milhões de anos), mas já temos o poder de destruir a nós mesmos. Se ainda estivermos por aí, teremos que procurar moradia em outros planetas que estão orbitando outras estrelas fornecedoras de calor.
E isso levará um tempo gigantesco. Mesmo a mais rápida arca galáctica teria que viajar alguma centenas de anos, durante o qual várias gerações iram nascer, viver e morrer a bordo, antes de chegar até uma estrela próxima como Proxima Centauri, uns 4,3 anos-luz de distância.
E no final, nem mesmo tal santuário iria salvar os nossos descendentes, ou quaisquer outras formas de vida ainda que habitariam o universo, de seu último suspiro de morte.
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